terça-feira, 24 de abril de 2018

INFLAMAÇÃO AGUDA

DEFINIÇÃO

• Inflamattio: ATEAR FOGO
• Consiste de respostas vasculares, migração e ativação de leucócitos em resposta a agentes externos ou células necróticas;
• Está intimamente ligada ao processo de reparo;
• É fundamentalmente um mecanismo de defesa que visa a eliminação da causa inicial da lesão

Inflamação aguda e crônica

• INFLAMAÇÃO AGUDA

• É uma resposta rápida a um agente nocivo e é encarregada de levar mediadores de defesa do hospedeiro; – Aumento do calibre vascular; – Extravasamento e deposição de plasma e proteínas; – Migração e acúmulo de leucócitos no local da lesão.

Estímulos para a inflamação
• Infecções ;
• Trauma (contuso ou penetrante);
• Agentes químicos e físicos (queimadura);
• Necrose tissular (qualquer origem);
• Corpos estranhos (farpas, terra);
• Reações de hipersensibilidade; 
A magnitude da resposta inflamatória depende da intensidade e do tempo de ação do estímulo agressor

Fases da Inflamação
• ALTERAÇÕES VASCULARES
• Ateração no fluxo e no calibre do vaso (vasodilatação);
• Aumento da permeabilidade do endotélio;
• Estase;

MIGRAÇÃO LEUCOCITÁRIA E FAGOCITOSE
• Ocorre em uma sequência ordenada de eventos;
1. No lúmen: marginação, rolamento e adesão;
2. Diapedese;
3. Migração nos tecidos por quimiotaxia; 
Neutrófilos, monócitos, linfócitos, eosinófilos e basófilos usam o mesmo mecanismo.

As etapas de Rolamento, Adesão e diapedese são mediadas pela interação entre proteínas presentes nos leucócitos e endotélio:
– Selectinas: rolamento e adesão. São glicoproteínas transmembrânicas e se ligam a lecitinas tipo C da membrana dos lecócitos.
• L-selectina: expressa nas células de defesa;
• E-selectina: se expressam nas células endoteliais ativadas por citocina;
• P-selectinas: inicialmente encontradas em plaquetas nos grânulos de Weibel-Palade; – Família das imunoglobulinas: adesão, parada e transmigração (integrina leucocitária);
• Servem de ligantes para as integrinas dos leucócitos

Integrinas: adesão, parada e transmigração;
•Promovem integração célula matriz, possuindo duas subunidades  e
.
Glicoproteínas semelhantes a mucina: ligantes para moléculas de adesão leucocitária.

• QUIMIOTAXIA
• Locomoção do leucócito até o local da lesão, sendo guiado por substâncias exógenas ou endógenas (componente quimiotáticos);
• Vão se ligando a receptores dos leucócitos, induzindo à formação de pseudópodos;
• Com a ligação aos compostos indutores da lesão, há ativação dos leucócitos acarretando em secreção de enzimas e citocinas (Proteína G);

Término da resposta inflamatória
• Espera-se que um processo danoso tenha um controle para minimizar danos;
• Diminuição pelo tempo de meia vida dos mediadores;
• Degradação dos mesmos;
• Produzidos somente enquanto há o est[imulo da lesão;
• Mudança nos mediadores químicos da inflamação;18



segunda-feira, 23 de abril de 2018

Bioquímica da nutrição- metabolismo energético questões com respostas


1-    A fonte imediata de energia que permite a síntese do ATP na fosforilação oxidativa é

a)    A oxidação da glicose e de outras substâncias orgânicas

b)    A passagem de elétrons pela cadeia respiratória

c)    A diferença de concentração de íons H+ entre os ambientes separados pela membrana mitocondrial interna

d)    A transferência de fosfatos de alta energia do ciclo de Krebs para o ADP

2-    A maior parte do Co² produzido no metabolismo das células musculares, durante uma atividade leve, é liberado durante.

a)    A glicólise

b)    O ciclo de Krebs

c)    A fermentação láctica

d)    A fosforilação oxidativa



3-    Fisiologistas esportivos em um centro de treinamento olímpico desejam monitorar os atletas para determinar a partir de que ponto seus músculos passavam a trabalhar anaerobicamente. Eles podem fazer isso investigando o aumento, nos músculos, de

a)    ATP

b)    ADP

c)    Gás carbônico

d)    Ácido láctico

4-     Na década de 1940, alguns médicos passaram a prescrever doses baixas de uma droga chamada dinitrofenol (DNP) para ajudar pacientes a emagrecer. Esse tratamento foi abandonado após a morte de alguns pacientes. Hoje sabemos que o DNP torna a membrana interna da mitocôndria permeável à passagem de íons H+. Com base no que você aprendeu sobre metabolismo energético, explique que consequências o uso de DNP acarretaria.





RESPOSTAS DAS QUESTÕES

1-C

2-B

3-D

4-A morte de pacientes que usavam DNP para fins de emagrecimento pode ser explicada pela alteração provocada pelo metabolismo energético das células. O DNP torna a membrana interna da mitocôndria permeável à passagem de íons H+, inativando o processo de produção de energia realizado pela sintetase do ATP. Como consequência, não há energia para fosforilar moléculas de ADP e produzir moléculas de ATP. A ausência de produção de ATP inviabiliza praticamente todos os processos metabólicos celulares.

Regeneração, Cicatrização e Fibrose

Regeneração, Cicatrização e Fibrose

O reparo do tecido danificado pós lesão pode ser divididoem doisprocessos: 
Regeneração: crescimento de células e tecidos para substituir estruturasperdidas. 
* Tecidos de alta capacidade proliferativa como medula, e trato gastrointestinal podem se regenerar enquanto houver célulastronco. 
Cicatrização: em geral uma resposta tecidual  ferimento (pele); processos inflamatórios nos órgão internos; necrose celularem órgãosincapazes de regeneração; 
*Aterosclerose– tentativade cicatrização;

A cicatrização consiste em dois processos:
regeneração e deposição do tecido fibroso ou formação cicatricial; 
Deposição de colágeno; 
Inflamação crônica pode levar à cicatrização nos órgãos internos– úlceras; 
A regeneração requer o conjuntivo intacto; 
A cicatrização ocorre se a estrutura da Matriz Extracelular(MEC) estiver danificada

Controle da Proliferação Normal e Tecido de Crescimento

 O tamanho das populações celulares é determinado pelos índices de proliferação, diferenciação e apoptose;  Dependendo do tipo tecidual, as células podem ser terminais diferenciadas (neurônios, células maduras dos tecidos proliferativos);  Nesses tecidos há um equilíbrio entre proliferação das tronco, diferenciação e morte das maduras;  A proliferação é controlada por sinais solúveis ou contato-dependentes;

Atividade Proliferativa Tecidual

Ciclo celular: G1  S  G2  M  Tecidos de divisão contínua (lábeis) 
As células se proliferam por toda a vida; 
As células maduras derivam de células-tronco;  Cavidade oral, vagina, superfícies escamosas estratificadas da pele, células da medula óssea, etc.  Tecidos quiescentes(estáveis)  Baixo nível de replicação, mas podem ter divisão rápida a partir de estímulos;  Considerada sem G0;  Fibroblastos, músculo liso, células do endotélio vascular, etc

 Tecidos não divisores(permanentes)  Células que saíram do ciclo celular e não podem mais entrar em divisão;  Na perda de neurônios no SNC há substituição por células gliais;  Células musculares esqueléticas não se dividem, porém há regeneração através da diferenciação das células-satélites;  No coração, a capacidade regenerativa é muito limitada, e normalmente há formação cicatricial; Regeneração

 Os mamíferos possuem pouca capacidade de regeneração;  Na maioria das vezes, o processo de regeneração é crescimento compensatório, que envolve hipertrofia e hiperplasia;  Restaura-se a capacidade do órgão sem necessariamente restaurara anatomia original;  É provavelmente devido à rápida resposta fibro proliferativa e formação de cicatriz após o ferimento;Órgãos como rim, pâncreas, glândulas adrenais, tireóide e pulmões de animais muito jovens são capazes de realizar crescimento compensatório;  No rim adulto não há possibilidade de formação de novos néfrons, ocorrendo uma hipertrofia e replicação das células tubulares proximais;  No pâncreas, a regeneração das células pancreáticas envolve diferenciação de células tronco;  Já no fígado, há replicação das células diferenciadas


Regeneração Hepática
 Em roedores, a remoção de aproximadamente 70% do fígado produz a regeneração hepática;  O fígado humano também tem a mesma capacidade;  A restauração da massa hepática é obtida sem o novo crescimento dos lobos que foram ressecados;  Quase todos os hepatócitos se replicam durante a regeneração da  hepactomia parcial; A proliferação dos hepatócitos é deflagrada por ações combinadas de citocinas e fatores de crescimento;

As citocinas TNF e IL-6 estão implicadas na transição G0/G1 e os fatores de crescimento HGF e TGF- estão envolvidos na progressão do ciclo celular;  Os hepatócitos replicam um ou duas vezes durante a regeneração e depois voltam a ser quiescentes;  As células tronco hepáticas não desempenham nenhum papel no crescimento compensatório após hepactomia parcial;

Cicatrização de Primeira Intenção
 É mais rápida e forma cicatrizes menores, a fenda da ferida estreita e destruição tecidual nas bordas é menor;  O exemplo clássico é o das feridas cirúrgicas, no qual o coágulo ocupa o espaço entre as bordas;  A inflamação se instala pelo coágulo de fibrina, das células aprisionadas no coágulo, e dos queratinócitos  ao redor, havendo liberação de TNF e IL-1;  Os fagócitos recrutados ao local fagocitam o coágulo e são iniciadas a produção de conjuntivo cicatricila e regeneração do epitélio;

Queratinócitos estimulados por citocinas (IL-8), se deslocam e se prendem a fibrina do coágulo, e sintetizam membrana basal;  Os fibroblastos se proliferam e depositam na MEC grandes quantidades de colágeno III;  Há angiogênese simultânea, formando uma rede de capilares que supre a nova matriz formada;  Características do tecido de granulação:  Conjuntivo frouxo, rico em capilares, contendo leucócitos e MEC por fibras colágenas finas (colágeno III);


Por volta de duas semanas começa o processo de remodelação;  Predominância de deposição de colágeno I, sendo mais grossas e compactas, o que comprime os capilares;  Desaparecimento de fagócitos por apoptose;  Substituição do tecido de granulação por um conjuntivo mais denso e menos vascularizado, logo abaixo da derme já regenerada;  Apesar de consolidada por volta de 10 dias, a cicatriz leva algumas semanas para completara remodelação;

Cicatrização por Segunda Intenção
 Ocorre quando a ferida é extensa e as margens são afastadas, formando um grande coágulo;  Há intensa formação de tecido de granulação;  As células da epiderme se proliferam nas margens havendo um certo grau de hiperplasia;  Há intensa redução do tamanho da cicatriz pelos miofibroblastos, reduzindo em até 90% o tamanho original da cicatriz;  Toda lesão destrutiva de qualquer órgão podem ter cicatrização pelos mesmos mecanismos da pele Fatores que Influenciam a

Cicatrização

 FATORES LOCAIS  Isquemia local  reduz o aporte de nutrientes para a produção de matriz, reduz síntese de colágeno(O2);  Infecção e Corpos Estranhos estimulam a reação inflamatória e aumentam a liberação de metal o proteases, degradando a MEC;  Temperatura interfere por modificar o fluxo sanguíneo;  Baixa perfusão tecidual aterosclerose, varizes;  Úlceras crônicas em membros inferiores em pacientes varicosos ou com aterosclerose não cicatrizam ou fazem de forma lenta;

FATORES SISTÊMICOS
Diabetes deficiência por lesões vasculares (hipóxia)e alterações nas células fagocitárias;  Hipotireodismo alteração na síntese de componentes da MEC;  Nutrição especialmente deficiência de Vit C e zinco, retarda a cicatrização por interferir na síntese de colágeno;  Tabagismo prejudica por causa da vasoconstricção provocada pela nicotina e dos efeitos antiinflamatórios do monóxido de carbono

MANIPULAÇÕES E PROCEDIMENTOS PARA FACILITAR A CICATRIZAÇÃO  Utilização de equivalentes biológicos de pele:  Formado por queratinócitos produzidos in vitro associados a componentes da MEC;  Acelera a cicatrização por conter células vivas que produzem fatores de crescimento, favorecendo a proliferação fibroblástica e vascular;  Métodos físicos:  Utilização de oxigênio hiperbárico em ferida infectada por microrganismo anaeróbio e necrose óssea;  Aumenta produção de NO que auxilia na formação de tecido cicatricial;

 CICATRIZAÇÃO HIPERTRÓFICA E QUELÓIDE
São duas condições em que há formação excessiva de tecido conjuntivo denso em cicatriz cutânea;  A cicatriz hipertrófica tende a ser reversível, regredindo parcialmente com o passar do tempo;  O quelóide forma tumorações na área da cicatrização, mesmo em feridas pequenas, não ocorrendo regressão;  As fibras colágenas são irregulares, grossas, e formam feixes distribuídos ao acaso;  Mais comuns em jovens negros e amarelos, não se sabe a causa exata;







domingo, 22 de abril de 2018

Etiopatogenia geral das lesões


Lesão e Morte Celular
     A lesão ocorre quando a célula é submetida a um estresse acima da sua capacidade de adaptação;
     As alterações celulares podem ser divididas em dois estágios:
  Reversível: alterações funcionais e morfológicas – diminuição da fosforilação oxidativa, redução de ATP e edema celular;
  Irreversível: ocorre com a progressão do dano chegando a um estágio em que a célula não é mais capaz de se recuperar

Causas das lesões

  HIPOXIA

    É a deficiência de oxigênio, e causa lesão pela redução da respiração aeróbia;

    É diferente da isquemia (perda do suprimento sanguíneo devido à obstrução);

    O dano isquêmico é mais acentuado pela perda dos nutrientes;

    Uma       causa       comum       é        a       insuficiência cardiorrespiraória;

    Outra causa é a intoxicação por CO.


AGENTES FÍSICOS
    Trauma, temperaturas extremas, mudanças bruscas na pressão, radiação e choque elétrico;

AGENTES QUÍMICOS


    Substâncias químicas simples como glicose e sal podem causar lesões celulares em concentrações hipertônicas;
    Outros como arsênico, sais de mercúrio ou cianeto são extremamente tóxicos em concentrações mínimas;
Álcool, narcóticos e poluições ambientais


AGENTES INFECCIOSOS
    Bactérias  Vermes;

  REAÇÕES IMUNOLÓGICAS
    Denças auto-imunes;
    Choque anafilático;
    Inflamações crônicas;

 DISTÚRBIOS GENÉTICOS
    Doenças congênitas;
    Erros inatos do metabolismo;
    Suscetibilidade à lesões;

 DESEQUILÍBRIOS NUTRICIONAIS

    A principal causa de lesão celular, principalmente em populações de baixa renda;
    Podem ocorrem também em indivíduos com anorexia nervosa e desnutrição auto-induzida;
    Excesso nutricional também é uma causa importante de lesão celular;
    Aterosclerose;
Mecanismos das Lesões Celulares
    Princípios relevantes nas lesões:
1.     A resposta celular a estímulos nocivos depende do tipo da lesão, sua duração e gravidade;
2.     As consequências da lesão depende do tipo de célula, estado e grau de adaptação;
3.     Resulta     de      anormalidades     funcionais     e bioquímicas em componentes celulares;
    DIMINUIÇÃO DE ATP
    Está associada a lesões hipóxicas e químicas (tóxicas);
. transporte de membrana, sintese proteica, lipogênese;
     Produzido via fosforilação oxidativa e glicólise;
     Na hipóxia tecidos com maior capacidade glicolítica resistem mais aos danos;
     Uma redução de 5-10% é suficiente para causar danos em muitos sistemas críticos;


    Redução da atividade da bomba de sódio- potássio;
  Acúmulo de Na no interior e perda de K para o exterior;
  Causa edema celular e dilatação do RE;
    Redução de O2 e alteração do metabolismo;
  Ocorre aumento da glicólise para produção de ATP;
  rápida utilização dos depósitos de glicogênio;
  Acúmulo de ácido lático e fosfatos inorgânicos com redução do pH citoplasmático;

    Deficiência na bomba de Ca+ resulta no influxo do íon;
    Redução da síntese protéica;
  Deslocamento dos ribossomos do RER;
  Dissociação dos polissomos;
    Dobramento incorreto das proteínas;
  Resposta das proteínas não dobradas;
     Consequências funcionais e morfológicas da redução intracelular de ATP durante a lesão celular;
DANO MITOCONDRIAL

    A lesão celular normalmente é acompanhada de alterações mitocondriais;
    A lesão geralmente resulta na formação de poro de transição mitocondrial;
    Pode ser reversível nos estágios iniciais;
    Liberando o citocromo c, a célula entrará em processo de apoptose;

DEFEITOS NA PERMEABILIDADE DA MEMBRANA

     Perda da permeabilidade seletiva, que leva a danos às outras membranas;
     Característico das células danificadas;
DISFUNÇÃO MITOCONDRIAL

     Resulta na síntese defeituosa de fosfolipídios afetando todas as membranas;

     ATP leva a aumento de Ca+ e  ativação dos  fosfolipases; 

     Redução de fosfolipídios e aumento de AG livre;

ANORMALIDADES DO CITOESQUELETO

     Níveis aumentados de cálcio ativam proteases que degradam proteínas do citoesqueleto;
     Resulta em separação     da membrana celular do citoesqueleto;
     Ficam suscetíveis a estriamento e ruptura;









quinta-feira, 19 de abril de 2018

Introdução à Patologia


Patologia

     Pathos (sofrimento) + Logos (estudo);

     Disciplina que liga as ciências básicas à prática clínica, no qual se estuda as alterações estruturais e funcionais;

     Existem quatro aspectos analisados na patologia:

   Etiologia ou Causa;

   Patogenia;

   Alterações Morfológicas;

   Desordens funcionais e Manifestações Clínicas;

  Etiologia ou Causa


    Atualmente considera-se que existam duas classes principais de fatores etiológicos:

   Genéticos;

   Adquiridos (infecciosos, nutricional, químico, físico);

    O conhecimento da causa primária das doenças é fundamental para o diagnóstico e tratamento.

 Patogenia


    Sequência de eventos da resposta das células ou tecidos ao agente etiológico;

    Um dos principais ramos da patologia



Alterações Morfológicas

    Alterações estruturais celulares ou teciduais que são características das doenças;
    São utilizadas para diagnóstico;
    Com    o     avanço    da     biologia     molecular,     as características morfológicas são sempre confirmadas;
  Desordens Funcionais e Manifestações

    A natureza das alterações e a distribuição nos diversos tecidos caracteriza os sintomas;
    Inicialmente as lesões iniciam-se estruturalmente e molecularmente nas células, até se tornar macroscópico;


Adaptação ao crescimento  e diferenciação

     As respostas celulares ao aumento da demanda e ao estímulo externo são hiperplasia e hipertrofia;

 HIPERPLASIA
     É o aumento do número de células de um órgão ou tecido;
     Ocorre frequentemente associado ao processo de hipertrofia;

HIPERPLASIA FISIOLÓGICA
    Pode ser dividida em:
1.    Hiperplasia Hormonal: aumento da capacidade tecidual devido à necessidade;
  Ex:  proliferação do epitélio glandular  da mama  feminina e útero gravídico;

2. Hiperplasia Compensatória: aumento da massa tecidual após dano ou ressecção parcial;
Ex: regeneração do fígado após retirada de parte do órgão, hiperplasia renal após nefrectomia;



  HIPERPLASIA PATOLÓGICA

    A maioria das formas patológicas são causadas pela estimulação excessiva por hormônios ou fatores de crescimento;
Ex: hiperplasia endometrial, causa comum de sangramento anormal (devido ao aumento excessivo da progesterona);
    A hiperplasia regride se o estímulo for eliminado;
    Porém, a hiperplasia patológica traz um grande risco para o desenvolvimento do câncer;
    Também é um fator importante na cicatrização tecidual;


  HIPERTROFIA

    Aumento do tamanho celular, o que acarreta no aumento do órgão;
    Esse aumento é devido a aumento dos componentes estruturais da célula;
    Pode ser fisiológica ou patológica;
    As células musculares estriadas e esqueléticas conseguem desenvolver um grau acentuado de hipertrofia;
    No coração o estímulo é a sobrecarga hemodinâmica (aumento da pressão arterial ou valvas defeituosas);

MECANISMOS DA HIPERPLASIA

    Causada pelo aumento da produção de fatores de crescimento;
    Aumento dos receptores;
    Ativação de vias de sinalização intracelular;
    A produção de novas células devido ao dano, pode ser iniciada pelas células remanescentes e também por células tronco teciduais;

    MECANISMOS DA HIPERTROFIA

    O mecanismo de hipertrofia cardíaca envolve muitas vias de transdução de sinal, levando à expressão de vários genes ;
    Há possibilidade de mudança de tipo protéico adultofetal (miosina é substituída por  miosina) o que leva à economia de ATP;
    Alguns genes que só se expressavam durante a fase inicial do desenvolvimento, podem voltar a se expressar:
Ex: gene ANF (fator natriurético atrial-relacionado a diminuição da P.A);
    No coração existem pelo menos dois tipos de sinal que desencadeiam a hipertrofia:

1.    Desencadeadores mecânicos como o estiramento;
2.    Desencadeadores     tróficos    como     os    fatores     de crescimento polipeptídicos (IGF-1);
       A partir do ponto em que as células musculares não são capazes de suportar a carga, ocorre insuficiência cardíaca;
       Degeneração tecidual – Morte;

ATROFIA

    Redução do tamanho celular devido à perda de material;
    As células atróficas possuem funções reduzidas;
    Quando muitas células estão envolvidas, o órgão diminui de tamanho e se torna atrófico;
    Pode evoluir a um ponto que as células entram em apoptose

 ATROFIA FISIOLÓGICA

    Fases iniciais do desenvolvimento (notocorda);
    O útero diminui de tamanho logo após o parto;
ATROFIA PATOLÓGICA

    Diminuição da carga (atrofia por desuso): imobilização do membro – é reversível logo após o retorno das atividades;
    Perda da inervação: a lesão dos nervos causa rápida atrofia muscular;
    Diminuição de suprimento sanguíneo: causa isquemia e leva a uma perda progressiva das células;
    Nutrição inadequada: desnutrição acentuada (marasmo) leva ao uso dos músculos esqueléticos como fonte de nutriente (caqueixa);
     Perda da estimulação endócrina: alguns tecidos como mama, órgãos reprodutivos e glândulas endócrinas são dependentes de estimulação hormonal;
     Envelhecimento (atrofia senil): está associado com a perda celular, tipicamente observado em tecidos com células permanentes;
     Pressão: a compressão de um tecido por um período de tempo pode causar atrofia;
– Ex: um tumor benigno em crescimento pode causar atrofia no tecido circundante.
METAPLASIA

    Substituição de um tipo celular adulto por outro, sendo uma alteração reversível;
    Uma metaplasia comum é a substituição do epitélio colunar por epitélio escamoso, ocorre no trato respiratório;
   Na substituição do epitélio colunar por epitélio escamoso, há ganho da resistência ao


     A degradação dos componentes celulares pode ser via:
     Lisossomos: via endocitose e gerando autofagossomos. Parte dos resíduos podem permanecer nas células, formando os corpos residuais;
     Ubiquitina-Proteassoma: é a via responsável pela proteólise acelerada na caqueixa do câncer. As citocinas são capazes de ativar esta via (TNF);
estresse e  perda das funções especializadas;

  Pode ocorrer o inverso, no qual o escamoso é substituído pelo colunar;

     Não é a modificação fenotípica de uma célula diferenciada e sim a reprogramação das células tronco teciduais;
     Induzido por citocinas, fatores de crescimento e componentes da matriz extracelular;


fonte: Livro de patologia
aulas do prof Dr Helker albuquerque