DEFINIÇÃO
• Inflamattio: ATEAR FOGO
• Consiste de respostas vasculares, migração e ativação de leucócitos em resposta a agentes externos ou células necróticas;
• Está intimamente ligada ao processo de reparo;
• É fundamentalmente um mecanismo de defesa que visa a eliminação da causa inicial da lesão
Inflamação aguda e crônica
• INFLAMAÇÃO AGUDA
• É uma resposta rápida a um agente nocivo e é encarregada de levar mediadores de defesa do hospedeiro; – Aumento do calibre vascular; – Extravasamento e deposição de plasma e proteínas; – Migração e acúmulo de leucócitos no local da lesão.
Estímulos para a inflamação
• Infecções ;
• Trauma (contuso ou penetrante);
• Agentes químicos e físicos (queimadura);
• Necrose tissular (qualquer origem);
• Corpos estranhos (farpas, terra);
• Reações de hipersensibilidade;
A magnitude da resposta inflamatória depende da intensidade e do tempo de ação do estímulo agressor
Fases da Inflamação
• ALTERAÇÕES VASCULARES
• Ateração no fluxo e no calibre do vaso (vasodilatação);
• Aumento da permeabilidade do endotélio;
• Estase;
• MIGRAÇÃO LEUCOCITÁRIA E FAGOCITOSE
• Ocorre em uma sequência ordenada de eventos;
1. No lúmen: marginação, rolamento e adesão;
2. Diapedese;
3. Migração nos tecidos por quimiotaxia;
Neutrófilos, monócitos, linfócitos, eosinófilos e basófilos usam o mesmo mecanismo.
• As etapas de Rolamento, Adesão e diapedese são mediadas pela interação entre proteínas presentes nos leucócitos e endotélio:
– Selectinas: rolamento e adesão. São glicoproteínas transmembrânicas e se ligam a lecitinas tipo C da membrana dos lecócitos.
• L-selectina: expressa nas células de defesa;
• E-selectina: se expressam nas células endoteliais ativadas por citocina;
• P-selectinas: inicialmente encontradas em plaquetas nos grânulos de Weibel-Palade; – Família das imunoglobulinas: adesão, parada e transmigração (integrina leucocitária);
• Servem de ligantes para as integrinas dos leucócitos
–Integrinas: adesão, parada e transmigração;
•Promovem integração célula matriz, possuindo duas subunidades e
.
–Glicoproteínas semelhantes a mucina: ligantes para moléculas de adesão leucocitária.
• QUIMIOTAXIA
• Locomoção do leucócito até o local da lesão, sendo guiado por substâncias exógenas ou endógenas (componente quimiotáticos);
• Vão se ligando a receptores dos leucócitos, induzindo à formação de pseudópodos;
• Com a ligação aos compostos indutores da lesão, há ativação dos leucócitos acarretando em secreção de enzimas e citocinas (Proteína G);
Término da resposta inflamatória
• Espera-se que um processo danoso tenha um controle para minimizar danos;
• Diminuição pelo tempo de meia vida dos mediadores;
• Degradação dos mesmos;
• Produzidos somente enquanto há o est[imulo da lesão;
• Mudança nos mediadores químicos da inflamação;18
terça-feira, 24 de abril de 2018
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Bioquímica da nutrição- metabolismo energético questões com respostas
1- A
fonte imediata de energia que permite a síntese do ATP na fosforilação
oxidativa é
a) A
oxidação da glicose e de outras substâncias orgânicas
b) A
passagem de elétrons pela cadeia respiratória
c) A
diferença de concentração de íons H+ entre os ambientes separados pela membrana
mitocondrial interna
d) A
transferência de fosfatos de alta energia do ciclo de Krebs para o ADP
2- A
maior parte do Co² produzido no metabolismo das células musculares, durante uma
atividade leve, é liberado durante.
a) A glicólise
b) O ciclo
de Krebs
c) A fermentação
láctica
d) A fosforilação
oxidativa
3- Fisiologistas
esportivos em um centro de treinamento olímpico desejam monitorar os atletas
para determinar a partir de que ponto seus músculos passavam a trabalhar
anaerobicamente. Eles podem fazer isso investigando o aumento, nos músculos, de
a) ATP
b) ADP
c) Gás carbônico
d) Ácido
láctico
4-
Na
década de 1940, alguns médicos passaram a prescrever doses baixas de uma droga
chamada dinitrofenol (DNP) para ajudar pacientes a emagrecer. Esse tratamento
foi abandonado após a morte de alguns pacientes. Hoje sabemos que o DNP torna a
membrana interna da mitocôndria permeável à passagem de íons H+. Com base no
que você aprendeu sobre metabolismo energético, explique que consequências o
uso de DNP acarretaria.
RESPOSTAS DAS QUESTÕES
1-C
2-B
3-D
4-A morte de pacientes que
usavam DNP para fins de emagrecimento pode ser explicada pela alteração provocada
pelo metabolismo energético das células. O DNP torna a membrana interna da mitocôndria
permeável à passagem de íons H+, inativando o processo de produção de energia
realizado pela sintetase do ATP. Como consequência, não há energia para
fosforilar moléculas de ADP e produzir moléculas de ATP. A ausência de produção
de ATP inviabiliza praticamente todos os processos metabólicos celulares.
Regeneração, Cicatrização e Fibrose
Regeneração, Cicatrização e Fibrose
O reparo do tecido danificado pós lesão pode ser divididoem doisprocessos:
Regeneração: crescimento de células e tecidos para substituir estruturasperdidas.
* Tecidos de alta capacidade proliferativa como medula, e trato gastrointestinal podem se regenerar enquanto houver célulastronco.
Cicatrização: em geral uma resposta tecidual ferimento (pele); processos inflamatórios nos órgão internos; necrose celularem órgãosincapazes de regeneração;
*Aterosclerose– tentativade cicatrização;
A cicatrização consiste em dois processos:
regeneração e deposição do tecido fibroso ou formação cicatricial;
Deposição de colágeno;
Inflamação crônica pode levar à cicatrização nos órgãos internos– úlceras;
A regeneração requer o conjuntivo intacto;
A cicatrização ocorre se a estrutura da Matriz Extracelular(MEC) estiver danificada
Controle da Proliferação Normal e Tecido de Crescimento
O tamanho das populações celulares é determinado pelos índices de proliferação, diferenciação e apoptose; Dependendo do tipo tecidual, as células podem ser terminais diferenciadas (neurônios, células maduras dos tecidos proliferativos); Nesses tecidos há um equilíbrio entre proliferação das tronco, diferenciação e morte das maduras; A proliferação é controlada por sinais solúveis ou contato-dependentes;
Atividade Proliferativa Tecidual
Ciclo celular: G1 S G2 M Tecidos de divisão contínua (lábeis)
As células se proliferam por toda a vida;
As células maduras derivam de células-tronco; Cavidade oral, vagina, superfícies escamosas estratificadas da pele, células da medula óssea, etc. Tecidos quiescentes(estáveis) Baixo nível de replicação, mas podem ter divisão rápida a partir de estímulos; Considerada sem G0; Fibroblastos, músculo liso, células do endotélio vascular, etc
Tecidos não divisores(permanentes) Células que saíram do ciclo celular e não podem mais entrar em divisão; Na perda de neurônios no SNC há substituição por células gliais; Células musculares esqueléticas não se dividem, porém há regeneração através da diferenciação das células-satélites; No coração, a capacidade regenerativa é muito limitada, e normalmente há formação cicatricial; Regeneração
Os mamíferos possuem pouca capacidade de regeneração; Na maioria das vezes, o processo de regeneração é crescimento compensatório, que envolve hipertrofia e hiperplasia; Restaura-se a capacidade do órgão sem necessariamente restaurara anatomia original; É provavelmente devido à rápida resposta fibro proliferativa e formação de cicatriz após o ferimento;Órgãos como rim, pâncreas, glândulas adrenais, tireóide e pulmões de animais muito jovens são capazes de realizar crescimento compensatório; No rim adulto não há possibilidade de formação de novos néfrons, ocorrendo uma hipertrofia e replicação das células tubulares proximais; No pâncreas, a regeneração das células pancreáticas envolve diferenciação de células tronco; Já no fígado, há replicação das células diferenciadas
Regeneração Hepática
Em roedores, a remoção de aproximadamente 70% do fígado produz a regeneração hepática; O fígado humano também tem a mesma capacidade; A restauração da massa hepática é obtida sem o novo crescimento dos lobos que foram ressecados; Quase todos os hepatócitos se replicam durante a regeneração da hepactomia parcial; A proliferação dos hepatócitos é deflagrada por ações combinadas de citocinas e fatores de crescimento;
As citocinas TNF e IL-6 estão implicadas na transição G0/G1 e os fatores de crescimento HGF e TGF- estão envolvidos na progressão do ciclo celular; Os hepatócitos replicam um ou duas vezes durante a regeneração e depois voltam a ser quiescentes; As células tronco hepáticas não desempenham nenhum papel no crescimento compensatório após hepactomia parcial;
Cicatrização de Primeira Intenção
É mais rápida e forma cicatrizes menores, a fenda da ferida estreita e destruição tecidual nas bordas é menor; O exemplo clássico é o das feridas cirúrgicas, no qual o coágulo ocupa o espaço entre as bordas; A inflamação se instala pelo coágulo de fibrina, das células aprisionadas no coágulo, e dos queratinócitos ao redor, havendo liberação de TNF e IL-1; Os fagócitos recrutados ao local fagocitam o coágulo e são iniciadas a produção de conjuntivo cicatricila e regeneração do epitélio;
Queratinócitos estimulados por citocinas (IL-8), se deslocam e se prendem a fibrina do coágulo, e sintetizam membrana basal; Os fibroblastos se proliferam e depositam na MEC grandes quantidades de colágeno III; Há angiogênese simultânea, formando uma rede de capilares que supre a nova matriz formada; Características do tecido de granulação: Conjuntivo frouxo, rico em capilares, contendo leucócitos e MEC por fibras colágenas finas (colágeno III);
Por volta de duas semanas começa o processo de remodelação; Predominância de deposição de colágeno I, sendo mais grossas e compactas, o que comprime os capilares; Desaparecimento de fagócitos por apoptose; Substituição do tecido de granulação por um conjuntivo mais denso e menos vascularizado, logo abaixo da derme já regenerada; Apesar de consolidada por volta de 10 dias, a cicatriz leva algumas semanas para completara remodelação;
Cicatrização por Segunda Intenção
Ocorre quando a ferida é extensa e as margens são afastadas, formando um grande coágulo; Há intensa formação de tecido de granulação; As células da epiderme se proliferam nas margens havendo um certo grau de hiperplasia; Há intensa redução do tamanho da cicatriz pelos miofibroblastos, reduzindo em até 90% o tamanho original da cicatriz; Toda lesão destrutiva de qualquer órgão podem ter cicatrização pelos mesmos mecanismos da pele Fatores que Influenciam a
Cicatrização
FATORES LOCAIS Isquemia local reduz o aporte de nutrientes para a produção de matriz, reduz síntese de colágeno(O2); Infecção e Corpos Estranhos estimulam a reação inflamatória e aumentam a liberação de metal o proteases, degradando a MEC; Temperatura interfere por modificar o fluxo sanguíneo; Baixa perfusão tecidual aterosclerose, varizes; Úlceras crônicas em membros inferiores em pacientes varicosos ou com aterosclerose não cicatrizam ou fazem de forma lenta;
FATORES SISTÊMICOS
Diabetes deficiência por lesões vasculares (hipóxia)e alterações nas células fagocitárias; Hipotireodismo alteração na síntese de componentes da MEC; Nutrição especialmente deficiência de Vit C e zinco, retarda a cicatrização por interferir na síntese de colágeno; Tabagismo prejudica por causa da vasoconstricção provocada pela nicotina e dos efeitos antiinflamatórios do monóxido de carbono
MANIPULAÇÕES E PROCEDIMENTOS PARA FACILITAR A CICATRIZAÇÃO Utilização de equivalentes biológicos de pele: Formado por queratinócitos produzidos in vitro associados a componentes da MEC; Acelera a cicatrização por conter células vivas que produzem fatores de crescimento, favorecendo a proliferação fibroblástica e vascular; Métodos físicos: Utilização de oxigênio hiperbárico em ferida infectada por microrganismo anaeróbio e necrose óssea; Aumenta produção de NO que auxilia na formação de tecido cicatricial;
CICATRIZAÇÃO HIPERTRÓFICA E QUELÓIDE
São duas condições em que há formação excessiva de tecido conjuntivo denso em cicatriz cutânea; A cicatriz hipertrófica tende a ser reversível, regredindo parcialmente com o passar do tempo; O quelóide forma tumorações na área da cicatrização, mesmo em feridas pequenas, não ocorrendo regressão; As fibras colágenas são irregulares, grossas, e formam feixes distribuídos ao acaso; Mais comuns em jovens negros e amarelos, não se sabe a causa exata;
O reparo do tecido danificado pós lesão pode ser divididoem doisprocessos:
Regeneração: crescimento de células e tecidos para substituir estruturasperdidas.
* Tecidos de alta capacidade proliferativa como medula, e trato gastrointestinal podem se regenerar enquanto houver célulastronco.
Cicatrização: em geral uma resposta tecidual ferimento (pele); processos inflamatórios nos órgão internos; necrose celularem órgãosincapazes de regeneração;
*Aterosclerose– tentativade cicatrização;
A cicatrização consiste em dois processos:
regeneração e deposição do tecido fibroso ou formação cicatricial;
Deposição de colágeno;
Inflamação crônica pode levar à cicatrização nos órgãos internos– úlceras;
A regeneração requer o conjuntivo intacto;
A cicatrização ocorre se a estrutura da Matriz Extracelular(MEC) estiver danificada
Controle da Proliferação Normal e Tecido de Crescimento
O tamanho das populações celulares é determinado pelos índices de proliferação, diferenciação e apoptose; Dependendo do tipo tecidual, as células podem ser terminais diferenciadas (neurônios, células maduras dos tecidos proliferativos); Nesses tecidos há um equilíbrio entre proliferação das tronco, diferenciação e morte das maduras; A proliferação é controlada por sinais solúveis ou contato-dependentes;
Atividade Proliferativa Tecidual
Ciclo celular: G1 S G2 M Tecidos de divisão contínua (lábeis)
As células se proliferam por toda a vida;
As células maduras derivam de células-tronco; Cavidade oral, vagina, superfícies escamosas estratificadas da pele, células da medula óssea, etc. Tecidos quiescentes(estáveis) Baixo nível de replicação, mas podem ter divisão rápida a partir de estímulos; Considerada sem G0; Fibroblastos, músculo liso, células do endotélio vascular, etc
Tecidos não divisores(permanentes) Células que saíram do ciclo celular e não podem mais entrar em divisão; Na perda de neurônios no SNC há substituição por células gliais; Células musculares esqueléticas não se dividem, porém há regeneração através da diferenciação das células-satélites; No coração, a capacidade regenerativa é muito limitada, e normalmente há formação cicatricial; Regeneração
Os mamíferos possuem pouca capacidade de regeneração; Na maioria das vezes, o processo de regeneração é crescimento compensatório, que envolve hipertrofia e hiperplasia; Restaura-se a capacidade do órgão sem necessariamente restaurara anatomia original; É provavelmente devido à rápida resposta fibro proliferativa e formação de cicatriz após o ferimento;Órgãos como rim, pâncreas, glândulas adrenais, tireóide e pulmões de animais muito jovens são capazes de realizar crescimento compensatório; No rim adulto não há possibilidade de formação de novos néfrons, ocorrendo uma hipertrofia e replicação das células tubulares proximais; No pâncreas, a regeneração das células pancreáticas envolve diferenciação de células tronco; Já no fígado, há replicação das células diferenciadas
Regeneração Hepática
Em roedores, a remoção de aproximadamente 70% do fígado produz a regeneração hepática; O fígado humano também tem a mesma capacidade; A restauração da massa hepática é obtida sem o novo crescimento dos lobos que foram ressecados; Quase todos os hepatócitos se replicam durante a regeneração da hepactomia parcial; A proliferação dos hepatócitos é deflagrada por ações combinadas de citocinas e fatores de crescimento;
As citocinas TNF e IL-6 estão implicadas na transição G0/G1 e os fatores de crescimento HGF e TGF- estão envolvidos na progressão do ciclo celular; Os hepatócitos replicam um ou duas vezes durante a regeneração e depois voltam a ser quiescentes; As células tronco hepáticas não desempenham nenhum papel no crescimento compensatório após hepactomia parcial;
Cicatrização de Primeira Intenção
É mais rápida e forma cicatrizes menores, a fenda da ferida estreita e destruição tecidual nas bordas é menor; O exemplo clássico é o das feridas cirúrgicas, no qual o coágulo ocupa o espaço entre as bordas; A inflamação se instala pelo coágulo de fibrina, das células aprisionadas no coágulo, e dos queratinócitos ao redor, havendo liberação de TNF e IL-1; Os fagócitos recrutados ao local fagocitam o coágulo e são iniciadas a produção de conjuntivo cicatricila e regeneração do epitélio;
Queratinócitos estimulados por citocinas (IL-8), se deslocam e se prendem a fibrina do coágulo, e sintetizam membrana basal; Os fibroblastos se proliferam e depositam na MEC grandes quantidades de colágeno III; Há angiogênese simultânea, formando uma rede de capilares que supre a nova matriz formada; Características do tecido de granulação: Conjuntivo frouxo, rico em capilares, contendo leucócitos e MEC por fibras colágenas finas (colágeno III);
Por volta de duas semanas começa o processo de remodelação; Predominância de deposição de colágeno I, sendo mais grossas e compactas, o que comprime os capilares; Desaparecimento de fagócitos por apoptose; Substituição do tecido de granulação por um conjuntivo mais denso e menos vascularizado, logo abaixo da derme já regenerada; Apesar de consolidada por volta de 10 dias, a cicatriz leva algumas semanas para completara remodelação;
Cicatrização por Segunda Intenção
Ocorre quando a ferida é extensa e as margens são afastadas, formando um grande coágulo; Há intensa formação de tecido de granulação; As células da epiderme se proliferam nas margens havendo um certo grau de hiperplasia; Há intensa redução do tamanho da cicatriz pelos miofibroblastos, reduzindo em até 90% o tamanho original da cicatriz; Toda lesão destrutiva de qualquer órgão podem ter cicatrização pelos mesmos mecanismos da pele Fatores que Influenciam a
Cicatrização
FATORES LOCAIS Isquemia local reduz o aporte de nutrientes para a produção de matriz, reduz síntese de colágeno(O2); Infecção e Corpos Estranhos estimulam a reação inflamatória e aumentam a liberação de metal o proteases, degradando a MEC; Temperatura interfere por modificar o fluxo sanguíneo; Baixa perfusão tecidual aterosclerose, varizes; Úlceras crônicas em membros inferiores em pacientes varicosos ou com aterosclerose não cicatrizam ou fazem de forma lenta;
FATORES SISTÊMICOS
Diabetes deficiência por lesões vasculares (hipóxia)e alterações nas células fagocitárias; Hipotireodismo alteração na síntese de componentes da MEC; Nutrição especialmente deficiência de Vit C e zinco, retarda a cicatrização por interferir na síntese de colágeno; Tabagismo prejudica por causa da vasoconstricção provocada pela nicotina e dos efeitos antiinflamatórios do monóxido de carbono
MANIPULAÇÕES E PROCEDIMENTOS PARA FACILITAR A CICATRIZAÇÃO Utilização de equivalentes biológicos de pele: Formado por queratinócitos produzidos in vitro associados a componentes da MEC; Acelera a cicatrização por conter células vivas que produzem fatores de crescimento, favorecendo a proliferação fibroblástica e vascular; Métodos físicos: Utilização de oxigênio hiperbárico em ferida infectada por microrganismo anaeróbio e necrose óssea; Aumenta produção de NO que auxilia na formação de tecido cicatricial;
CICATRIZAÇÃO HIPERTRÓFICA E QUELÓIDE
São duas condições em que há formação excessiva de tecido conjuntivo denso em cicatriz cutânea; A cicatriz hipertrófica tende a ser reversível, regredindo parcialmente com o passar do tempo; O quelóide forma tumorações na área da cicatrização, mesmo em feridas pequenas, não ocorrendo regressão; As fibras colágenas são irregulares, grossas, e formam feixes distribuídos ao acaso; Mais comuns em jovens negros e amarelos, não se sabe a causa exata;
domingo, 22 de abril de 2018
Etiopatogenia geral das lesões
Lesão e
Morte Celular
•
A lesão ocorre quando a célula
é submetida a um estresse acima da sua capacidade de adaptação;
•
As alterações celulares podem
ser divididas em dois estágios:
–
Reversível: alterações funcionais e morfológicas – diminuição da fosforilação
oxidativa, redução de ATP e edema celular;
–
Irreversível: ocorre com a progressão do dano
chegando a um estágio em que a célula não é mais capaz de se recuperar
Causas
das lesões
HIPOXIA
•
É a deficiência de oxigênio, e
causa lesão pela redução da respiração aeróbia;
•
É diferente da isquemia (perda
do suprimento sanguíneo devido à obstrução);
•
O
dano isquêmico é mais acentuado pela perda dos nutrientes;
•
Uma causa comum é a insuficiência
cardiorrespiraória;
• Outra causa é a intoxicação por CO.
AGENTES
FÍSICOS
•
Trauma, temperaturas extremas, mudanças bruscas na pressão, radiação e choque elétrico;
AGENTES QUÍMICOS
•
Substâncias químicas simples
como glicose e sal podem causar lesões celulares em concentrações hipertônicas;
•
Outros
como arsênico, sais de mercúrio ou cianeto são extremamente tóxicos em
concentrações mínimas;
Álcool, narcóticos e poluições ambientais
AGENTES INFECCIOSOS
• Bactérias Vermes;
REAÇÕES IMUNOLÓGICAS
• Denças auto-imunes;
• Choque anafilático;
• Inflamações crônicas;
DISTÚRBIOS GENÉTICOS
• Doenças congênitas;
• Erros inatos do metabolismo;
• Suscetibilidade à lesões;
DESEQUILÍBRIOS NUTRICIONAIS
•
A principal causa de lesão celular, principalmente em populações de
baixa renda;
•
Podem ocorrem
também em indivíduos com anorexia nervosa e desnutrição auto-induzida;
•
Excesso nutricional também é uma causa importante de lesão celular;
• Aterosclerose;
Mecanismos das Lesões
Celulares
• Princípios relevantes nas lesões:
1.
A resposta celular a estímulos
nocivos depende do tipo da lesão, sua duração e gravidade;
2.
As consequências da lesão
depende do tipo de célula, estado e grau de
adaptação;
3.
Resulta de anormalidades funcionais e
bioquímicas em componentes celulares;
•
DIMINUIÇÃO DE ATP
•
Está associada a lesões hipóxicas
e químicas (tóxicas);
. transporte de membrana, sintese proteica, lipogênese;
•
Produzido via fosforilação oxidativa e glicólise;
• Na
hipóxia tecidos com maior capacidade glicolítica resistem mais aos danos;
• Uma redução de 5-10% é suficiente para causar danos em muitos
sistemas críticos;
•
Redução
da atividade da bomba de sódio- potássio;
–
Acúmulo de Na no interior e
perda de K para o exterior;
– Causa edema celular e dilatação do
RE;
• Redução de O2 e alteração do metabolismo;
–
Ocorre
aumento da glicólise para produção de ATP;
– Há rápida utilização dos depósitos de glicogênio;
–
Acúmulo de ácido lático e fosfatos inorgânicos com redução do pH citoplasmático;
•
Deficiência na bomba de Ca+ resulta no influxo do íon;
• Redução da síntese protéica;
– Deslocamento dos ribossomos do RER;
– Dissociação dos polissomos;
• Dobramento incorreto das proteínas;
– Resposta das proteínas não dobradas;
• Consequências
funcionais e morfológicas da redução intracelular de ATP durante a lesão celular;
DANO MITOCONDRIAL
•
A lesão celular normalmente é
acompanhada de alterações mitocondriais;
•
A
lesão geralmente resulta na formação de poro de transição mitocondrial;
• Pode ser
reversível nos estágios iniciais;
•
Liberando o citocromo c, a
célula entrará em processo de apoptose;
DEFEITOS NA PERMEABILIDADE DA MEMBRANA
• Perda da permeabilidade seletiva, que leva a danos às outras membranas;
•
Característico das células danificadas;
DISFUNÇÃO MITOCONDRIAL
• Resulta na síntese defeituosa de fosfolipídios afetando
todas as membranas;
• ATP leva a
aumento de Ca+ e ativação dos fosfolipases;
•
Redução de fosfolipídios e aumento de AG livre;
ANORMALIDADES
DO CITOESQUELETO
•
Níveis
aumentados de cálcio ativam proteases que degradam proteínas do citoesqueleto;
•
Resulta em separação da membrana celular do citoesqueleto;
• Ficam
suscetíveis a estriamento e ruptura;
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Introdução à Patologia
Patologia
•
Pathos (sofrimento) + Logos (estudo);
• Disciplina que liga as ciências básicas
à prática clínica, no
qual se estuda as alterações estruturais e funcionais;
•
Existem quatro aspectos analisados na patologia:
–
Etiologia ou Causa;
–
Patogenia;
–
Alterações Morfológicas;
–
Desordens funcionais e Manifestações Clínicas;
Etiologia ou Causa
•
Atualmente considera-se que existam
duas classes principais de fatores etiológicos:
–
Genéticos;
–
Adquiridos (infecciosos, nutricional, químico, físico);
•
O conhecimento
da causa primária das doenças é fundamental
para o diagnóstico e tratamento.
Patogenia
•
Sequência de eventos da resposta
das células ou tecidos ao agente etiológico;
•
Um dos principais ramos da patologia
Alterações Morfológicas
•
Alterações estruturais celulares ou teciduais que são
características das doenças;
•
São utilizadas para
diagnóstico;
•
Com o avanço da biologia molecular, as características morfológicas são
sempre confirmadas;
Desordens Funcionais e Manifestações
•
A natureza das alterações e a
distribuição nos diversos tecidos caracteriza os sintomas;
•
Inicialmente as
lesões iniciam-se estruturalmente e molecularmente nas células, até se tornar
macroscópico;
Adaptação ao crescimento e diferenciação
•
As respostas celulares ao aumento
da demanda e ao estímulo externo são hiperplasia e hipertrofia;
HIPERPLASIA
•
É o aumento do
número de células de um órgão ou tecido;
•
Ocorre
frequentemente associado ao processo de hipertrofia;
| |
HIPERPLASIA FISIOLÓGICA
•
Pode ser dividida em:
1.
Hiperplasia
Hormonal: aumento da capacidade tecidual devido à necessidade;
– Ex: proliferação do epitélio glandular da mama
feminina e útero gravídico;
2. Hiperplasia Compensatória: aumento da
massa tecidual após dano ou ressecção parcial;
– Ex: regeneração do fígado após retirada
de parte do órgão, hiperplasia renal após nefrectomia;
HIPERPLASIA PATOLÓGICA
•
A maioria das formas patológicas
são causadas pela estimulação excessiva por hormônios ou fatores de
crescimento;
– Ex: hiperplasia
endometrial, causa comum de sangramento anormal (devido ao aumento excessivo da
progesterona);
•
A hiperplasia regride
se o estímulo for eliminado;
•
Porém, a hiperplasia patológica
traz um grande risco para o desenvolvimento do
câncer;
•
Também é um fator importante na cicatrização tecidual;
HIPERTROFIA
•
Aumento do
tamanho celular, o que acarreta no
aumento do órgão;
•
Esse aumento
é devido a aumento dos componentes
estruturais da célula;
•
Pode ser fisiológica ou patológica;
•
As células
musculares estriadas e esqueléticas conseguem desenvolver um grau acentuado de
hipertrofia;
•
No coração o estímulo é a
sobrecarga hemodinâmica (aumento da pressão arterial ou valvas defeituosas);
MECANISMOS DA HIPERPLASIA
•
Causada pelo
aumento da produção de fatores de
crescimento;
•
Aumento dos receptores;
•
Ativação de vias de sinalização intracelular;
•
A produção de novas células devido
ao dano, pode ser iniciada pelas células remanescentes e também por células
tronco teciduais;
• MECANISMOS DA HIPERTROFIA
•
O mecanismo de hipertrofia cardíaca
envolve muitas vias de transdução de sinal, levando à expressão de vários genes ;
•
Há possibilidade de mudança de tipo
protéico adultofetal (miosina é substituída por miosina) o que leva à economia
de ATP;
•
Alguns genes que só se expressavam
durante a fase inicial do desenvolvimento, podem voltar a se expressar:
– Ex:
gene ANF (fator natriurético atrial-relacionado a diminuição da P.A);
No coração existem pelo menos dois tipos de sinal que
desencadeiam a hipertrofia:
1. Desencadeadores mecânicos como o estiramento;
2.
Desencadeadores tróficos como os fatores de crescimento polipeptídicos (IGF-1);
• A
partir do ponto em que as células musculares não são capazes de suportar a carga, ocorre insuficiência cardíaca;
•
Degeneração tecidual – Morte;
ATROFIA
•
Redução do
tamanho celular devido à perda de material;
•
As células atróficas possuem funções reduzidas;
•
Quando muitas células estão
envolvidas, o órgão diminui de
tamanho e se torna atrófico;
•
Pode evoluir a um ponto que as células
entram em apoptose
ATROFIA FISIOLÓGICA
•
Fases iniciais do desenvolvimento (notocorda);
•
O útero diminui de tamanho logo
após o parto;
ATROFIA
PATOLÓGICA
•
Diminuição da carga (atrofia por desuso): imobilização
do membro – é reversível logo após o retorno das atividades;
•
Perda da inervação: a lesão dos
nervos causa rápida atrofia muscular;
•
Diminuição de
suprimento sanguíneo: causa
isquemia e leva a uma perda progressiva das células;
•
Nutrição
inadequada: desnutrição acentuada (marasmo)
leva ao uso dos músculos esqueléticos como fonte
de nutriente (caqueixa);
•
Perda da estimulação endócrina: alguns tecidos como mama, órgãos reprodutivos e
glândulas endócrinas são dependentes de estimulação hormonal;
•
Envelhecimento (atrofia senil):
está associado com a perda celular, tipicamente
observado em tecidos com células permanentes;
•
Pressão: a compressão de um tecido
por um período de tempo pode causar atrofia;
– Ex: um tumor benigno em crescimento
pode causar atrofia no tecido circundante.
METAPLASIA
•
Substituição de um tipo celular
adulto por outro, sendo uma alteração reversível;
•
Uma metaplasia comum é a substituição do epitélio
colunar por epitélio escamoso, ocorre no trato
respiratório;
• Na substituição do epitélio colunar
por epitélio escamoso, há ganho da resistência ao
• A
degradação dos componentes celulares pode ser via:
• Lisossomos: via endocitose e gerando autofagossomos. Parte dos resíduos podem permanecer nas
células, formando os corpos residuais;
• Ubiquitina-Proteassoma:
é a via responsável pela proteólise acelerada na caqueixa do câncer. As citocinas são capazes de ativar esta via (TNF);
estresse e perda das funções especializadas;
Pode ocorrer o inverso, no qual o escamoso é substituído pelo colunar;
•
Não é a
modificação fenotípica de uma célula diferenciada e sim a reprogramação das
células tronco teciduais;
•
Induzido por citocinas, fatores de crescimento e componentes da
matriz extracelular;
fonte: Livro de patologia
aulas do prof Dr Helker albuquerque
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