sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Aula de Campo como Mecanismo Facilitador do Ensino-Aprendizagem sobre os Fungos na Educação Básica.


Aula de Campo como Mecanismo Facilitador do Ensino-Aprendizagem sobre os Fungos na Educação Básica.



Livro ser protagonista/ Biologia ensino médio 2º coleção0072P18113/ 2016   organizações SM Editora responsável Lia Monguilhott Bezerra

Texto produzido por: Rosimeire Morais Cardeal Simão



Trabalhar com aulas de campo na Educação Básica, tem especial relevância, por isso devem ser estimuladas, pois quando aplicadas para esse público alvo, irão levá-los à realidade do meio ambiente. Esta atividade é caracterizada por ser mais flexível, por trabalhar o conteúdo proposto e acontecer em ambiente extraclasse da instituição educacional (KRASILCHIK, 2004; MORAIS e PAIVA, 2009).

            Krasilchik (2004) afirma que um professor pode expor os conteúdos por meio de uma aula expositiva, o que pode ser uma experiência informativa, divertida e estimulante, dependendo da forma como ocorra o preparo da aula. Para tanto as disciplinas devem incluir as várias modalidades didática, entre ela a aula de campo, de modo que, uma rápida saída de campo, pra visitar o ambiente natural. Estas aulas também oferecem a possibilidade de trabalhar de forma interdisciplinar, pois dependendo do conteúdo, podem-se abordar vários temas (MORAIS e PAIVA, 2009), possibilita ricas experiências de aprendizagem e cumpre um importante papel pedagógico, pois desperta a curiosidade, estimula a busca pelo conhecimento, exercita certas habilidades e a práticas de alguns valores e atitudes que nem sempre são facilmente exploráveis em sala de aula.

Os valores e convicções do professor também devem ser considerados para que o trabalho seja bem realizado, pois deve ser utilizada uma metodologia na qual o profissional responsável pela execução confie e acredite (KRASILCHIK, 2004). Atualmente os conteúdos de Biologia que aborda o tema fungos, está definido para ser trabalhado no 3º ano do Ensino Médio, isto porque o livro didático adotado pelos professores da instituição faz a seleção dos conteúdos de maneira diferente da maioria dos outros autores.

Existem autores que caracterizam a aula expositiva, tanto oral quanto escrita enfatizando que aprender é mera repetição de conteúdos, por vezes, sem nenhum significado para o dia a dia da vida. O professor que se interessa em mudar a tradicional aula expositiva deve buscar meios para que os alunos possam estar envolvidos e empenhados no próprio processo de aprendizagem (MARTINS, 2009).

            Porém em alguns casos, é cansativa e pouco contribui para a formação dos alunos. Uma saída da escola ou trabalho de campo, também chamadas de visitas, passeios e excursões podem estar inseridos no currículo escolar. Considera-se importante, inserir o ensino nas práticas rotineiras dos estudantes e para isto deve-se contextualizar o ensino por meio de saídas da escola para a observação da natureza e do cotidiano da sociedade. Consequentemente, a realidade dos alunos é de suma importância, sendo que muitos docentes já trabalharam com esta ideia, além do que, existem vários espaços específicos em conteúdos de Ciências.

Nas matérias relacionadas com Ciências, torna-se imprescindível um planejamento que articule trabalhos de campo com as atividades desenvolvidas em classe, na busca de um ensino de qualidade (VIVEIRO e DINIZ, 2009).Segundo Anastasiou e Alves, (2004, p.  67-100)

Existe uma estreita relação das aulas de campo com as atividades pedagógicas convencionais, as quais são consideradas estratégia de ensino, muitas vezes denominadas como estudo do meio, sendo consideradas como ensino formal, pois se encontram totalmente relacionadas aos acontecimentos da sala de aula

Os professores possuem várias maneiras de diversificar suas aulas, associando a tradicional aula teórica a outras formas de ensino, que poderão ajudar no processo de aprendizagem do aluno. Diante disso, cabe ao professor escolher o conteúdo que vai trabalhar e à partir daí traçar um plano de aula, de forma que cabe ao professor escolher as ferramentas as quais irão utilizar nessa aula de campo. Atividades práticas, uso do laboratório e aulas de campo são as formas mais conhecidas, sendo esta última relatada por Fonseca e Caldeira (2008, p.71):

Uma forma de realizar a apresentação de fenômenos naturais é utilizando, como recurso didático, aulas de campo em ambientes naturais principalmente aqueles que encontrados espacialmente próximos aos alunos por sua facilidade e pela possibilidade dos alunos possuírem experiência prévia com o ambiente objeto de estudo.



As aulas de campo são oportunidades em que os alunos poderão descobrir novos ambientes fora da sala de aula, incluindo a observação e o registro de imagens e/ou de entrevistas as quais poderão ser de grande valia. A aula de campo tem sido descrita como uma forma de levar os alunos a estudarem os ambientes naturais, objetivando perceber e conhecer a natureza por meio dos diversos recursos visuais, ou seja, levá-los ao ambiente propriamente dito para estimular os sentidos de forma lúdica e interativa.

No momento em que o professor planeja a sua atividade de campo à partir de um escolhido, ele poderá organizar uma série de questões, ou pedi que os alunos façam relatório ou mesmo faça uma discussão durante a aula de campo, ou na próxima aula que o professor tiver com essa turma. Não se pode esquecer que para toda saída de campo, é preciso que na aula que antecede a saída, o professor entregue o termo de consentimento, para que os pais autorize a saída do seu filho do espaço escolar.

O professor tem papel fundamental na realização da aula de campo, pois além de planejar toda a atividade, ele vai trabalhar como um mediador entre os conhecimentos existentes nos ambientes visitados e o estudante. Dependendo do local escolhido, se houver a disponibilização de guias ou monitores, o professor terá a função de acompanhar todo o processo, orientando os alunos e os auxiliando no que for preciso, de outra forma, o professor atuará como guia e mediador do processo de ensino-aprendizagem (MARANDINO et al.,2009). Esta mesma autora ainda destaca que:

Efetuar o planejamento dessas viagens é passo fundamental para seu sucesso. Especial atenção deve ser dispensada à escolha dos locais, à seleção dos conteúdos e espaços a serem trabalhados, à construção dos discursos dos mediadores, às atividades desenvolvidas pelos alunos e às formas de registro e avaliação que vão ser propostas (MARANDINO et al., 2009, p.150).

Iniciativas de realização envolvendo atividades que diferenciem o cotidiano escolar têm sido relatadas como formas de levar o aluno a construção do próprio conhecimento que vem para contrapor a ideia tradicional de ensino por transmissão-recepção de informações. Além disso, vários pesquisadores têm relatado que a aula de campo trouxe uma aprendizagem de conceitos maior que a aula teórica. O construtivismo adota a ideia de que as concepções do indivíduo são formadas a partir da interação ativa deste com o mundo, sendo o conhecimento uma forma de construção humana (LIMA et al., 2004).

Vários são os teóricos que adotam essa forma de ver o processo de ensino aprendizagem. Entre eles, destaca-se David Ausubel (1918-2008) que desenvolveu a teoria da aprendizagem significativa. É válido destacar, que o conhecimento só passa a ser significativo para o aluno à medida que a nova informação se liga àquilo que o aluno já sabe, ou seja, os chamados conceitos prévios (RIBEIRO e NUÑEZ, 2004).

Moreira (2012) define esses conceitos prévios como subsunçores ou ideia-âncora e descreve a aprendizagem significativa como:

É aquela em que ideias expressas simbolicamente interagem de maneira substantiva e não-arbitrária com aquilo que o aprendiz já sabe. Substantiva quer dizer não literal, não ao pé da letra, e não arbitrária significa que a interação não é com qualquer ideia prévia, mas sim com algum conhecimento especificamente relevante já existente na estrutura cognitiva do sujeito que aprende (MOREIRA, 2012, p.13).



Dessa forma, torna-se relevante basear o ensino naquilo que o aluno já sabe, identificando os conceitos organizadores básicos dos conteúdos que serão transmitidos. Buscar a aprendizagem significativa deve ser o foco do processo educacional e adotar novas metodologias de ensino para alcançar esses objetivos é primordial no ambiente escolar (MOREIRA, 2006).

Dentro da instituição escolar ou no ambiente de aprendizagem é fundamental que haja uma reflexão a respeito do desenvolvimento de iniciativas direcionadas para o estudo dos fungos, visto que os alunos possam observar os fungos em ambiente natural, é preciso fazer um estudo do meio. Assim, eles terão a possibilidade de ver a interação de vários grupos de fungos no ambiente em que estão localizados e compreender o importante papel que desempenham na manutenção dos ecossistemas.

O estudo do meio, os quais explorem outros diferentes espaços para a divulgação do ensino de Ciências, tornando as ações educativas extraescolares, incluindo as atividades em campo como valiosas formas de ampliar o acesso dos alunos à cultura científica (MARANDINO et al., 2009).

Dentro da Biologia existem muitos tipos de conteúdos que a partir de uma nova forma de se trabalhar podem ser aprendidos mais facilmente.  Segundo Viveiro e Diniz (2009), as atividades de campo permitem a exploração de conceitos, procedimentos e atitudes que são de grande valia em programas de Educação Ambiental. Nunes e Dourado (2009, p.671-691) relatam que:

 Os professores esperam alcançar por meio da aula de campo em ambientes naturais, que os alunos adquiram maior respeito pela natureza, explorando aspectos que não são possíveis dentro da sala de aula, facilitando a assimilação de informação de forma mais agradável. Também foi destacada a promoção do espírito científico dos alunos por meio do aumento da capacidade de observação e de descoberta.



Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) apresentam como possibilidades a “excursão ou estudo do meio”, considerada como uma modalidade do procedimento de “busca de informações em fontes variadas” (BRASIL, 1998). Essas habilidades especificas da ciência que podem ser exploradas em uma saída de campo, destacam-se por exemplo, a observação, a busca, a coleta, e a sistematização de dados. Este processo é necessário, pois os alunos que têm dificuldades de aprendizagem podem ser auxiliados dependendo do meio que se use para a efetivação do conhecimento.

Seniciato e Cavassan (2004) relatam que as aulas de Ciências e Biologia, realizadas por meio do estudo de campo em ambientes naturais, surtem os efeitos esperados de acordo com a metodologia de visita ao ambiente empregada, pois ajudam à motivação dos estudantes das diversas faixas etárias na busca pelo conhecimento.Muitos conteúdos de Biologia podem ser trabalhados por meio da aula de campo e o estudo do meio tem sido relatado por autores como um assunto que é bem aplicado por meio dessa metodologia (SENICIATO, 2006; VIVEIRO e DINIZ, 2009; GONÇALVES et al., 2010; MARTINS e HALASZ, 2011; OLIVEIRA et al., 2012).

Dentre os benefícios do uso de aulas de campo em conteúdos relacionados aos fungos, destacam-se o desenvolvimento de habilidades ligada a valores que constitui uma oportunidade de constatar a importância de trabalhar em grupo, de compartilhar experiências, ideias, convívio, entre outros valores destaca-se o respeito a vida ao ambiente e ao ser humano que está próximo dele. Nessa concepção, toda a estrutura para a realização da aula já está pronta no ambiente, necessitando apenas que o professor planeje e prepare a atividade a ser realizada para o maior proveito no processo de ensino aprendizagem (SENICIATO et al., 2006; SILVA e CAVASSAN, 2006).

Primeiramente é necessário a identificação de um local seguro para realização de uma trilha. Durante a caminhada, os alunos devem observar tipos diferentes de fungos, como orelhas-de-pau e cogumelos, os mais fáceis de serem identificados. No entanto, os professores devem atentar para outros tipos, como ascomicetos, por exemplo, assim o professor devem pedir aos alunos para observar e anotar as condições em que os fungos s encontram. Eles estão localizados em ambientes úmidos ou não? Necessariamente estão em ambientes bem iluminados? Quais as variedades de tipos e formas encontradas? Quais são os mais abundantes?

Uma variação dessa atividade é observar os fungos em ambientes urbanos. Para isso, peça aos alunos que comecem a observar os fungos na casa deles (no interior das gavetas, armários, guarda roupa, nos alimentos da cozinha, em paredes em possíveis focos de umidade, etc.). As saídas de campo ou estudos do meio são, ainda, momentos privilegiados para a formulação de hipóteses ou para o levantamento de questões que poderão ser trabalhadas em sala de aula.

No caminho inverso, também podem ser muito eficazes para a verificação das hipóteses levantadas e a busca de respostas por meio da observação e da coleta de informações e dados, bem como posterior discussão na sala de aula. Levando em conta que a realidade de cada escola é diferente e muito particular, com seu entorno natural e social próprio, é preciso que cada atividade sejam planejadas pelo professor e constem no PPP da escola.

Vale ressaltar que o planejamento de uma saída de campo deve levar e conta a segurança do ambiente a ser explorado e seu valor pedagógico. O sucesso de uma atividade de campo vai depender das ações planejadas pelo professor à partir da clareza dos seus objetivos pedagógicos. Para tanto, os alunos devem estar cientes do objetivo da aula, pois para alcançar esses objetivos esses alunos devem ser cúmplices dessas atividades. Torna-se de fundamental importância o conhecimento prévio do local a ser explorado, para se ter a real noção se houve alguma alteração e assim definir com antecedência o que se espera da atividade prática.











REFERÊNCIAS



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LIMA, A. A.; FILHO, J. P.; NUÑEZ, I. B. O construtivismo no ensino de ciências da natureza e matemática. In: NUÑEZ, ISAURO BELTRÁN RAMALHO, BETANIA LEITE. Fundamentos do Ensino-Aprendizagem das Ciências Naturais e da Matemática: O Novo Ensino Médio. Porto Alegre: Sulina, 2004.



KRASILCHIK, M. Prática de Ensino de Biologia. 4ª ed., São Paulo: EDUSP, 2004.



MARTINS, J. S. Situações Práticas de Ensino e aprendizagem significativa. Campinas, SP: Autores Associados, 2009.



MARANDINO, M.; SELLES, S. E.; FERREIRA, M. S. Ensino de Biologia: histórias e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo: Cortez, 2009



MOREIRA, M. A. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2006.



MOREIRA, M. A. Aprendizagem Significativa: a teoria e textos complementares. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2012.



MORAIS, M. B.; PAIVA, M. H. Ciências – ensinar e aprender. Belo Horizonte: Dimensão, 2009.



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OLIVEIRA, A. P. L.; MORAIS, J. P. S.; SOVIERZOSKI, H. H.; CORREIA, M. D.

Avaliação do Conhecimento dos Alunos de uma Escola Pública sobre o Ecossistema Manguezal no Litoral Norte do Município de Maceió – Alagoas. In: III Encontro Nacional de Ensino de Ciências e do Ambiente. Niterói, Anais eletrônicos, Niterói, UFF, 2012. Disponível

em: <www.ensinosaudeambiente.com.br/eneciencias/.../trabalhos/T215.pdf>. Último acesso em 20 OUT. 2017.



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SENICIATO, T. A Formação De Valores Estéticos em Relação ao Ambiente Natural nas Licenciaturas em Ciências Biológicas da UNESP. Tese de Doutorado. Faculdade de Ciências da UNESP/Campus de Bauru. 2006.





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VIEIRA, V. S. Análise de espaços não formais e sua contribuição para o ensino de Ciências. Tese de Doutorado. Instituto de Bioquímica Médica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005.



VIVEIRO, A. A. V.; DINIZ, R. E. S. Atividades de campo no ensino das ciências e na educação ambiental: refletindo sobre as potencialidades desta estratégia na prática escolar.

























































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interdisciplinaridade


INTERDISCIPLINARIDADE

Artigo produzido por: Rosimeire Morais Cardeal Simão



A interdisciplinaridade é uma prática altamente complexa que exige uma reflexão epistemológica. Os desafios de uma nova educação se impõem e ela deve ser repensada de maneira a dar aos alunos oportunidades de tirarem proveito da melhor maneira possível do ambiente educativo que está sempre em constante transformação. Para tanto, o professor deve estar sempre buscando e perseguindo as quatro aprendizagens ligadas aos pilares da educação, são eles: aprender a conhecer garante a aprender a aprender e constitui um passaporte para educação permanente, o aprender a fazer está ligado ao desenvolvimento de habilidades e o estimulo ao surgimento de novas aptidões, aprender a viver trata-se de viver juntos, desenvolvendo o conhecimento do outro e aprender a ser mostra que a educação deve estar comprometida com o desenvolvimento total da pessoa.

Dessa forma, a interdisciplinaridade e a contextualização são propostas que visam superar o tratamento estanque dado ao conhecimento escolar. Segundo os Parâmetro curriculares Nacionais (PCN’s)- Ensino Médio, p.88 e 89.

O conceito de interdisciplinaridade fica mais claro quando se considera o fato trivial de que todo conhecimento mantém um diálogo permanente com outros conhecimentos, que pode ser de questionamento, de confirmação, de complementação, de negação, de ampliação, de eliminação de aspectos não distinguidos.

Tendo presente esse fato, é fácil constatar que algumas disciplinas se identificam e aproximam, outras se diferenciam e distanciam, em vários aspectos: pelos métodos e procedimentos que envolvem, pelo objeto que pretendem conhecer, ou ainda pelo tipo de habilidade que mobilizam naquele que a investiga, conhece, ensina ou aprende.



Para Klein (2001, p.115). ”Não existe um currículo interdisciplinar único, um paradigma para prática único e uma teoria única”. A interdisciplinaridade foge da dicotomia improdutiva e pressupões um movimento dialético com vista ao crescimento da identidade e da alteridade disciplinares e por trabalhar as interfaces de vários saberes, a interdisciplinaridade constitui-se como um terceiro, um entre-lugar, onde há uma circulação de saberes. Conforme consta nos PCN’s- Ensino médio, p.88 e 89

(...)

É importante enfatizar que a interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção. Nesse sentido, ela deve partir da necessidade sentida pelas escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários. Explicação, compreensão, intervenção são processos que requerem um conhecimento que vai além da descrição da realidade e mobiliza competências cognitivas para reduzir, tirar inferências ou fazer provisões a partir do fato observado.



            A prática dialógica da interdisciplinaridade assegura aos agentes envolvidos, sejam eles estudantes, professores ou mesmo os representantes da instituição de ensino relativizar os conceitos de verdade.de maneira plural. O interdisciplinar de que tanto se fala não está em confrontar disciplinas já constituídas das quais, na realidade, nenhuma consente em abandonar-se. Para se fazer interdisciplinaridade, não basta tomar um “assunto” (um tema) e convocar em torno duas ou três ciências.

A interdisciplinaridade consiste em um objeto novo que não pertença a ninguém. (Barthes, 1988, apud Machado, 2000, p.117). Somos convictos que as práticas pedagógicas no decorrer da história sofriam mudanças em função dos valores cultivados pelo homem, derivados das necessidades básicas da própria existência; as transformações ocorridas empunham naturalmente a busca de novas formas de saber e fazer. Como observa Silva, cabe à análise ético-política dos projetos educacionais garantir “instrumentos que deverão produzir o equilíbrio intra institucional e da instituição com seu entorno social, político e histórico” (SILVA,2006: 198).

Neste sentido reconsiderar da construção social é um ideal de sociedade pela qual se luta. Sendo assim, uma proposta de ensino interdisciplinar possibilita a formulação de um saber crítico-reflexivo com base no diálogo entre os conteúdos de diferentes disciplinas, permitindo uma nova postura de professores e alunos diante do conhecimento, deixando de concebê-lo como algo estanque. Nesta perspectiva, reconhecemos a necessidade de se trabalhar com a interdisciplinaridade, ou seja, o entendimento de que a complexidade dos mundos físico e social requer as disciplinas se articulem, superando a fragmentação e o distanciamento, para que possamos conhecer mais e melhor.

A interdisciplinaridade busca, assim, romper com os limites entre as disciplinas escolares e as diferentes áreas de conhecimento, proporá os alunos uma compreensão mais abrangente da realidade e, consequentemente, dando-lhe oportunidade de vivenciar uma aprendizagem mais efetiva. Um ensino pautado numa prática interdisciplinar pretende formar alunos com uma visão global de mundo de mundo, aptos para “articular, religar, contextualizar, situar-se num contexto e se possível globalizar, reunir conhecimentos adquiridos” (MORIN,2002, p.29).

Dessa forma o trabalho interdisciplinar significa nada menos que a construção coletiva do novo conhecimento de forma humanística e uma preparação para o mercado de trabalho. Portanto, a prática interdisciplinar não é oposta a prática disciplinar, mas sim complementar a essa, na medida em que “não pode existir sem ela e mais ainda, alimenta-se dela” (LENOIR, 2001, p.46).

Sendo assim, a escola precisa reconhecer que nesta nova pedagogia de comunicação não há lugar para ensino tradicional com conteúdos fragmentados, mais ter condição que a aprendizagem significativa é aquela que parte do lado para compreender as partes. Quando o saber é compartimentado em disciplinas, pode levar a conhecimentos bastante específicos focalizados em uma só área. Essa compartimentalização está presente na escola por meio das disciplinas específicas, e, entre as temáticas da sala de aula e a realidade vivida pelos estudantes, acaba por gerar a alienação e a irresponsabilidade dos aprendizes, que não se sentem parte dos fenômenos e, portanto capazes de mudá-los. (Lück,1994).

O currículo escolar é mínimo e fragmentado não favorece o diálogo e a comunicação entre os saberes. As disciplinas com seus programas e conteúdos não se integram, dificultando a perspectiva de conjunto e de globalização que favorece a aprendizagem (PETAGLIA,1995. P.69).  

Para isso, em primeiro lugar não podemos ignorar as relações entre as disciplinas e as áreas de conhecimento e persistir discutindo de forma fragmentada os conhecimentos, na expectativa de que os alunos solitariamente, consigam estabelecer as inúmeras relações, nem sempre tão claras ou acessíveis. Neste ambiente, trata de organizar organização a discussão dos conhecimentos de forma interdisciplinar o que pode ser feito pelos educadores da mesma área definidas as competências consideradas essenciais para o desenvolvimento dos alunos. Segundo LUCK, (1994), a interdisciplinaridade se tornou uma ideia força que procura engajar professores numa prática conjunta. No entanto relatos obtidos de experimentos para integrar as disciplinas escolares de forma intencional ainda incipientes.

Diante disso, percebemos que o que faz com que uma disciplina se relacione com a autora é mundo, o mesmo mundo que, no seu movimento, faz com que as disciplinas se transformem. Segundo MIZUKAME, (1999), a necessidade de lidar com uma clientela cada vez mais plural do ponto de vista cognitivo, social, cultural, étnico e linguístico, exige dos professores um conhecimento mais maleável e atualizado dos conteúdos e de metodologias de ensino facilitadoras da aprendizagem.

Porém a realidade é que muitos professores não estão sendo instruído para lida com tais mudanças, ou por estarem carregados em suas práticas pedagógicas ou por não saberem como ter uma postura única entre as outras disciplinas frente a isto, o resultado é uma alienação que é necessária a ser superada não só para que os educadores sejam reflexivos para lidar com as rápidas mudanças nos processos educativos, mas para que o conhecimento científico tenha maior abrangência e significação. Embora, a implementação da prática interdisciplinar esteja em voga na educação brasileira, a insegurança e a dificuldade de realizar projetos dessa natureza ainda impera entre os educadores, FAZENDA, (2002).

Neste contexto, coloca-se para o professor como um desafio, pois trata-se de selecionar deferentes “caminhos” para facilitar a aproximação entre o aluno e o conhecimento. O grande problema pois é encontrar a difícil via de inter- articulação entre as ciências, que tem, cada uma delas, não apenas sua linguagem própria, mas também conceitos fundamentais que não podem ser transferidos de uma linguagem à outra. (MORIN,2002 A, p.113).

O que sabe o aluno sobre aquele concerto mesmo que tenha uma compreensão parcial ou esquivo cada? Como provocá-lo? Que “instrumento” nos permitem garantir uma ponte entre o que o aluno sabe e aquilo de que precisa se apropriar? Ou seja, que passagens posso provocar. Que permitam ao aluno caminhar em uma e outra direção, ir e voltar comparar, desconstruir e construir as representações? Quais são os elos que legam o sujeito ao conhecimento enfim, como contextualizar, como falar próximo ao que o aluno transmita.

Sendo assim, detectamos que não é uma tarefa simples, depende da competência de cada professor para organizar as situações de aprendizagens e de sua disponibilidade para revê-las. Isto porque não há uma indicação pronta de como se deve fazer para discutir qualquer conhecimento. Segundo Severino (2001, p.41) “Se o sentido interdisciplinar ele precisa ser redimensionado quando se trata de um saber teórico, ele precisa ser construído quando se trata de um fazer prático”.

O que existe são indicações metodológicas específicas relacionadas, por exemplo, a lógica da própria disciplina à faixa etária do aluno à experiência de vida à relação professor, aluno. Nesta trajetória, reconhecemos que é possível sem, a escola trabalhar de forma interdisciplinar. Para isso é necessário que sempre se trabalhe com estratégias para encontrar os elos que permitam ao aluno dar significado ao que está aprendendo.

Por exemplo, é inevitável ao trabalha com temas diversificados, antes de tudo pioro cor reflexões, para que o aluno não apele apenas para memorização, mas compreendam o todo num visão global; para isso é necessário que o educador leve para soa de aula inúmeros textos ou matérias como fator, vídeos filmes etc. que tenha significado para eles afim de despertar total interesse pelas atividades

Portanto, a escola precisa investir professores para que este seja um instigadores do conhecimento e ensine os alunos a utilizar as linguagens como meio de expressão, informação comunicação, colocando-os como protagonistas no processo de produção e recepção; ensino a analisar, interpretar é aplicar os recursos. Os professores devem ser os protagonistas na implantação de práticas interdisciplinares na escola.

Como afirma Morin (2002B, p.35) “a reforma deve se originar dos próprios educadores e não do exterior.” Para isso, a escola precisa estar atentas as várias técnicas como: os seminários onde os alunos podem expor suas criatividades de inúmeras maneiras, analises de painéis, e do próprio espaço físico e social em que atuam interpretações de diversos tipos de textos, e utilização da arte como ponto de parida aos objetivos que desejam alcançar. Enfim a construção de conhecimentos competências e habilidade na escola implica recorrer a contextos que tenham significados para o aluno e possam mobiliza-los a aprender, num processo ativo, em que ele é protagonista e não mero coadjuvante: Educar para a vida requer uma aprendizagem significativa, que envolva o aluno não só institua, mas também afetivamente.

Foi neste pensamento, de almejar tal educação que é indemissível utilizar a arte como ponto chave para as metas desejáveis. Na educação a arte representa a ampliação do ambiente social do aluno, o contato com o fazer artístico possibilitará ao mesmo uma segunda porta de entrada na sociedade mais ampla. Desenhar, pintar ou construir (re)constituir um processo complexo em que o aluno reúne deveres elementos de sua experiência para formar um novo e significativo todo, para ele a arte e atividade dinâmica e unificadora.

Por isso tudo em vista que a arte é um elemento socializado, o professor deve buscar a integração dos inúmeros conhecimentos sempre utilizado o ensino desta, pois proporcionará uma prática prazerosa, gratificante, onde os alunos, por se sentir estimulado será bem mais fácil desafiá-los e levá-los a construir seus próprios conceitos e consequentemente uma verdadeira aprendizagem.

Segundo os PCN’s A integração interdisciplinar deve fazer parte de toda estratégia de ensino. Na prática cotidiana, professores de diferentes disciplinas complementam informações, trocam ideias e desenvolvem o trabalho em equipe. Os estudantes percebem mais facilmente as relações entre os diferentes fenômenos da natureza quando estudam os mesmos conceitos em diferentes disciplinas. É recomendável considerar a possibilidade de integrações interdisciplinares, mesmo que de maneira informal, e, se possível, incluir no planejamento ao menos uma atividade desse tipo.

Portanto percebemos que a interdisciplinaridade se dá pelo envolvimento das disciplinas em projetos, atividades facilitadoras da compreensão de temas complexos, desenvolvimentos de pesquisas e estudos ou até mesmo pelo esforço coletivo da classe em analisar em fato, um conteúdo ou numa prática escolar sobe diferentes enfoques.

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Resolução n,2, de 30 de janeiro de 2012, da Câmera de Educação Básica do MEC) propõe, em seu artigo 8ª, um tratamento metodológico “que evidencie a contextualização e a interdisciplinaridade ou outras formas de interação e articulação entre diferentes campos de saberes específicos”. Nos PCN+ Ensino médio, a nova compreensão do Ensino Médio é descrita em termos de uma de uma organização do aprendizado que “não seria conduzida de forma solitária pelo professor de cada disciplina, pois as escolhas pedagógicas feitas numa disciplina não seriam independentes do tratamento dado às demais, uma vez que é uma ação de cunho interdisciplinar que articula o trabalho das disciplinas, no sentido de promover competências” (Brasil- MEC-SEMT. PCN+ - Ensino médio: Orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares Nacionais- Ciências da Natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC- Semt, 2002.p. 13). 

Assim, para que haja a interação interdisciplinar, não se deve perder de vista os conhecimentos disciplinares. Não se trata, portanto, de tirar de cena os conteúdos disciplinares, mas, ao contrário, de promover a interação entre eles. É possível, assim, atuar na fronteira entre disciplinares e, ao mesmo tempo, mobilizar o conhecimento destas para o tratamento dos temas interdisciplinares.

Diante dos fatos acima mencionados, há necessidade de reflexões teóricas, que permitam a compreensão do sentido do conceito de interdisciplinaridade e que possam subsidiar a construção de projetos interdisciplinares, entre os docentes das diferentes áreas na escola pesquisada, para tanto a interdisciplinaridade conduto que resume a prática de interação entre as disciplinas é uma estratégia pedagógica que assegurar aos alunos a compreensão dos fenômenos naturais e sociais, sendo assim a escola deve fornecer aos alunos as ferramentas para a compreensão e ação.

É preciso construir essas ferramentas, as competências partindo dos conhecimentos específicos e fazendo-os interagir, só assim estaremos educando para a vida, ou seja levando o aluno a se transformar no contato com o mundo e a se habilitar a três formar, ele próprio, e o mundo em que vive.


REFERÊNCIAS


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PETRAGLIA, I.C. Edgar Morin: A educação e a complexidade do ser e do saber. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

SANTOMÉ, J. T. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Porto Alegre: Artmed, 1998.

SEVERINO, A. J. O conhecimento pedagógico e a interdisciplinaridade: o saber como intencionalização da prática. In: FAZENDA, I. C. A. (Org.). Didática e interdisciplinaridade. Campinas: Papirus, 2001.


Documentário produzido  por Rosimeire Morais Cardeal Simão está disponibilizado no átrio da UPE- Campus Petrolina-PE


FICHA TÉCNICA



SINOPSE

A produção de alimentos saudáveis e em quantidades suficientes para uma população crescer, podem ser produzidos sem agressão ao meio ambiente e o resgate dos conhecimentos tradicionais é o contraponto para um modelo hegemônico da agricultura convencional.

O documentário retrata as práticas e os conhecimentos agroecológicos que vem potencializando a população Calmonense "desde o plantio até a comercialização", apresentando a realidade da transição agroecológica a partir da leitura coletiva pelas diferentes comunidades, mostrando as estratégias que foram traçadas e discutidas e que venham a ser aplicadas ações para contribuírem com essas comunidades a contrapor a produção convencional para aqueles que desconhecem modelos sustentáveis, de modo a não degradar o meio ambiente e nem a saúde daqueles que necessitam dela para sobreviver.



Título

Agroecologia em Miguel Calmon: Relatos do contexto histórico e contemporâneo dos caminhos de uma transição

Ano de produção: 2018

Produção: Rosimeire Morais cardeal Simão

Duração: 20 minutos

Classificação:  L- livre para todos os públicos

Gênero: Documentário














terça-feira, 30 de outubro de 2018

FISIOLOGIA DOS ALIMENTOS 1



1-(UNICAMP) As macromoléculas (polissacarídeos, proteínas ou lipídios) ingeridas na alimentação não podem ser diretamente usadas na produção de energia pela célula. Essas macromoléculas devem sofrer digestão (quebra), produzindo moléculas menores, para serem utilizadas no processo de respiração celular.

a) Quais são as moléculas menores que se originam da digestão das macromoléculas citadas no texto?

b) Como ocorre a “quebra” química das macromoléculas ingeridas?

c) Respiração é um termo aplicado a dois processos distintos, porém intimamente relacionados, que ocorrem no organismo em nível pulmonar e celular. Explique que relação existe entre os dois processos.



Resposta

a) As moléculas resultantes em cada caso são, respectivamente: monossacarídeos; aminoácidos; ácidos graxos e glicerol.

b) As macromoléculas ingeridas são submetidas, durante o processo digestivo, à hidrólise enzimática.

c) A respiração pulmonar (trocas gasosas) permite a ocorrência da respiração celular aeróbia. Os pulmões captam o oxigênio necessário e eliminam o gás carbônico produzido nas células.

2-(Mack) I.  Início da digestão de amido

II.  Emulsionamento de lipídeos

III.  Absorção de água

IV.  Término da digestão de proteínas

Os eventos da digestão citados acima ocorrem, respectivamente,

a) no esôfago, no fígado, no intestino grosso e no intestino delgado.

b) na boca, no pâncreas, no duodeno e no estômago.

c) na boca, no duodeno, no intestino grosso e no jejuno-íleo.

d) no estômago, no fígado, no pâncreas e no intestino grosso. e) no esôfago, no estômago, no duodeno e no intestino grosso

resposta letra C



3- (Unicamp) No futuro, pacientes com deficiência na produção de hormônios poderão se beneficiar de novas técnicas de tratamento, atualmente em fase experimental, como é o caso do implante das células b (beta) das ilhas pancreáticas (ilhotas de Langerhans).

a) Qual a consequência da deficiência do funcionamento das células b (beta) no homem? Explique.

b) Além das secreções de hormônios (endócrinas), o pâncreas apresenta também secreções exócrinas. Dê um exemplo de secreção pancreática exócrina e sua função.

c) Por que neste caso a secreção é chamada exócrina?

Resposta

a) As células b das ilhotas de Langerhans secretam a insulina, hormônio que controla a glicemia. A deficiência desse hormônio ocasiona a Diabetes mellitus.

b) O pâncreas secreta também o suco pancreático. Este suco possui várias enzimas que são lançadas no duodeno para realizarem a digestão extracelular. Entre as enzimas pancreáticas cita-se a tripsina, que age na digestão de proteínas.

c) O suco pancreático é exócrino porque é lançado na cavidade entérica, para realizar sua ação. Obs.: A insulina é endócrina porque é lançada na corrente sanguínea.



4-(Vunesp) Um determinado medicamento, recentemente lançado no mercado, passou a ser a nova esperança de pessoas obesas, uma vez que impede a absorção de lipídios, facilitando sua eliminação pelo organismo. Como efeito colateral, os usuários deste medicamento poderão apresentar deficiência em vitaminas lipossolúveis, tais como A, D, E e K.

a) Qual é e onde é produzida a substância que realiza a emulsificação dos lipídios?

b) Quais são os efeitos que a falta das vitaminas A e K pode causar ao homem?

Resposta

a) É a bile, produzida pelo fígado.

b) Falta de vitamina A: cegueira noturna, xeroftalmia (secura da córnea, que pode levar à cegueira). Falta de vitamina K: dificuldade de coagulação sanguínea.

5-O gráfico abaixo representa as atividades de duas enzimas do sistema digestório humano, avaliadas a 37 o C (condições normais de temperatura corpórea). 









 

a) Qual é o local de atuação da enzima A? Justifique.

b) Cite uma enzima digestiva que apresente o padrão de atividade da enzima B e seu local de atuação.

c) Explique o que ocorreria com a atividade enzimática se, experimentalmente, a temperatura fosse pouco a pouco aumentada até atingir 60 o C.

 Resposta

a) O local de ação da enzima A é o estômago. Isso porque, pelo gráfico, nota-se que a atividade enzimática é mais intensa em pH=2. Esse grau de acidez é encontrado no estômago.

b) Uma enzima que apresenta o padrão da enzima B seria a tripsina, que age no duodeno, cujo meio apresenta o grau de pH 8

c) Se a temperatura fosse pouco a pouco aumentada, teríamos uma desnaturação progressiva das enzimas, independente do pH. Assim, a atividade enzimática tenderia a cessar.



6- (UECE) A maior parte dos alimentos ao ser ingerida encontra-se numa forma física ou química inadequada para que seus nutrientes possam chegar às células o organismo. Da-se o nome de digestão ao processo pelo qual os alimentos são degradados para que possam atravessar a mucosa intestinal, atingir a corrente sanguínea e alcançar as células. Qual dos conjuntos de substancias, listados abaixo, participa da digestão no intestino delgado. 

a) bile, suco gástrico, suco pancreático;

b) suco gástrico, suco entérico, saliva; 

c) saliva, suco entérico, bile;

d) suco pancreático, suco entérico, bile.

Resposta: letra D

7-(UEL) No esquema a seguir, estão representados 4 tubos de ensaio com os seus componentes.



O material retirado de determinado órgão do rato foi adicionado aos tubos de ensaio e após 1 hora, a 38 ºC, verificou-se que apenas no tubo III ocorreu digestão de gordura. Assinale a alternativa que indica, respectivamente, de qual órgão do rato foi retirado o material adicionado aos tubos e qual enzima digestiva participou no processo.

a) Intestino delgado e tripsina.

b) Vesícula biliar e lipase.

c) Intestino delgado e quimiotripsina.

d) Vesícula biliar e amilase.

e) Intestino delgado e pepsina.

Resposta: letra B

8- (PUC - MG) A maior parte do pâncreas é constituída por glândulas exócrinas acinosas e, entre os ácinos, aparecem unidades endócrinas, as Ilhotas de Langerhans. Uma pancreatite afetaria de imediato:

a) a reabsorção de água e sais minerais na porção inicial do cólon e aumento de reabsorção óssea pelos osteoclastos.

b) a produção de urina, suor e regulação de cálcio e fósforo no sangue.

c) a digestão de amido, proteínas, gorduras e o controle de glicose no organismo.

d) a emulsão de gorduras e vasoconstrição no tubo digestivo e vasodilatação nos músculos esqueléticos.

Resposta:  letra C



9- (UFSCar) Considere as quatro afirmações seguintes.

I. A primeira fase da digestão das proteínas dá-se no estômago, pela ação da pepsina.

II. O tripsinogênio se transforma em tripsina na presença de ácido clorídrico (HC ).

III. A secretina é uma substância que estimula a secreção do suco pancreático.

IV. No homem, as secreções biliar e pancreática interagem com o bolo alimentar no intestino grosso.

Pode-se considerar como verdadeiras as afirmações

a) II e IV, apenas.

b) I e III, apenas.

c) II, III e IV, apenas.

d) I, II e III, apenas.

e) I, II, III e IV.

Resposta: letra B




10- (PUC - MG) Observe o esquema, que indica as partes do aparelho digestivo. 



Com base no esquema, é correto afirmar, EXCETO:

a) Em 1, há ação de enzima produzida em estruturas do próprio local.

b) Em 2, há ação de hormônios produzidos no próprio órgão e em outros locais.

c) Em 3, há a ação de enzimas e outras substâncias não enzimáticas.

d) Em 4, há a ação de substâncias produzidas pelas glândulas anexas que atuam na digestão.

 Resposta: letra D

11- (FATEC) A um pedaço de carne triturada acrescentou-se água, e essa mistura foi igualmente distribuída por seis tubos de ensaio (I a VI). A cada tubo de ensaio, mantido em certo pH, foi adicionada uma enzima digestória, conforme a lista abaixo.

I.  pepsina; pH = 2

II.  pepsina; pH = 9

III.  ptialina; pH = 2

IV. ptialina; pH = 9

V.  tripsina; pH = 2

VI.  tripsina; pH = 9

Todos os tubos de ensaio permaneceram durante duas horas em uma estufa a 38oC. Assinale a alternativa da tabela que indica corretamente a ocorrência (+) ou não (-) de digestão nos tubos I a VI.



Resposta: letra C



12- (ALFENAS) O pâncreas, além da função endócrina, tem função exócrina, secretando suco pancreático para o duodeno. O suco pancreático possui enzimas importantes na digestão de proteínas, gorduras e amido. Quais são estas enzimas, respectivamente?

a) pepsina, lípase e amilase.

b) quimotripsina, lipase e amilase.

c) tripsina, lípase e maltase.

d) tripsina, lactase e sacarase.

e) peptidases, sais biliares e amilase.





Resposta: letra B



13-(UFRN) A ingestão de alimentos gordurosos (frituras, por exemplo) provoca a secreção de bile, e esta promove o emulsionamento das gorduras, facilitando a ação da lipase. Marque a opção que contém o hormônio estimulante da secreção da bile e o órgão onde ele é produzido.




Resposta: letra D



14-  (Fuvest) Qual cirurgia comprometeria mais a função do sistema digestório e por quê: a remoção dos vinte e cinco centímetros iniciais do intestino delgado (duodeno) ou a remoção de igual porção do início do intestino grosso? 

a) A remoção do duodeno seria mais drástica, pois nele ocorre a maior parte da digestão intestinal. 

b) A remoção do duodeno seria mais drástica, pois nele ocorre a absorção de toda a água de que o organismo necessita para sobreviver. 

c) A remoção do intestino grosso seria mais drástica, pois nele ocorre a maior parte da absorção dos produtos do processo digestório.

d) A remoção do intestino grosso seria mais drástica, pois nele ocorre a absorção de toda a água de que o organismo necessita para sobreviver. 

e) As duas remoções seriam igualmente drásticas, pois, tanto no duodeno quanto no intestino grosso, ocorrem digestão e absorção de nutrientes e de água.

Resposta: letra A

A maior parte da digestão ocorre na primeira porção do intestino delgado, o duodeno, onde atuam o suco pancreático, a bile e o suco entérico. Cabe ao intestino grosso apenas a absorção final de água e sais.




FISIOLOGIA DOS ALIMENTOS 2



FISIOLOGIA DOS ALIMENTOS 2



1-(UECE) Dentre as enzimas enumeradas nas opções abaixo, aquela que requer o menor pH ótimo para funcionar é a:

a)      ptialina; b) tripsina; c) pepsina; d) amilase pancreática.

Resposta: letra C

2-(PUC - RJ) As condições de acidez dos sucos presentes no sistema digestório humano variam de acordo com as diferentes partes do tubo digestório. Assim em relação ao pH podemos afirmar que:

a) Na boca é ácido e lá ocorre principalmente a digestão de amido.

b) Na boca é neutro e lá ocorre principalmente a digestão de gordura.

c) No estômago é ácido e lá ocorre principalmente a digestão de proteínas.

d) No intestino é neutro e lá não ocorre nenhum tipo de digestão enzimática.

e) No estômago é básico e lá ocorre principalmente a digestão de proteínas.

Resposta: letra C

3- (PUC - SP) O suco gástrico contém a enzima pepsina que atua sobre

a) proteínas, quebrando ligações entre moléculas de glicose.

b) proteínas, quebrando ligações entre moléculas de aminoácidos.

c) gorduras, quebrando ligações entre moléculas de ácidos graxos e glicerol.

d) gorduras, quebrando ligações entre moléculas de aminoácidos.

e) carboidratos, quebrando ligações entre moléculas de glicose

Resposta: letra B

4- (FGV) No pâncreas, existem estruturas glandulares chamadas ácinos nas quais, a partir de aminoácidos, são produzidas as enzimas digestórias do suco pancreático. Em um experimento, utilizaram-se aminoácidos com isótopos radioativos para se verificar o trajeto desses aminoácidos nas células secretoras do pâncreas. Nas células dos ácinos, os aminoácidos constituintes das enzimas digestórias percorreram o seguinte trajeto:

a) grãos de zimogênio, complexo golgiense, peroxissomos.

b) ergastoplasma, complexo golgiense, grãos de zimogênio.

c) citoplasma, retículo endoplasmático liso, complexo golgiense.

d) retículo endoplasmático liso, complexo golgiense, grãos de zimogênio.

e) complexo golgiense, ergastoplasma, grãos de zimogênio.

Resposta: letra B

5-(UFSCar) Considere os seguintes componentes do sistema digestório humano, em ordem alfabética: ânus, boca, esôfago, estômago, fígado, glândulas salivares, intestino delgado, intestino grosso e pâncreas.

a) Durante seu trajeto pelo sistema digestório, o alimento passa pelo interior de quais desses componentes e em que seqüência?

b) De que modo o fígado participa da digestão dos alimentos?

Resposta:

a) O alimento passa, na sequência, pelos seguintes órgãos do aparelho digestório humano: Boca  esôfagoEstômago intestino delgadointestino grosso Ânus.

b) O fígado, através da produção da bile, promove a emulsificação das gorduras, facilitando a ação das enzimas digestórias produzidas no pâncreas e intestino delgado que digerem os lipídeos